Galerias
FILIPE
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Mede 12,5 cm. Ocorrem duas fases distintas da plumagem: uma marrom e outra ruiva, além de outras intermediárias. Comum na maior parte do Brasil, apresenta duas plumagens distintas, sendo a pantaneira dominada por marrom. Em outros locais, o cinza substitui o marrom. Aspecto semelhante ao enferrujado (Lathrotriccus euleri) e guaracavuçu (Cnemotriccus fuscatus), tendo como característica mais importante o peito fortemente estriado, marca ausente nas outras espécies. A leve listra superciliar é menos nítida do que no guaracavuçu, enquanto o bico é escuro com uma leve borda clara. Possui também um topete amarelo no píleo ou alto da cabeça, de difícil visualização.
POMBA GALEGA
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Mede entre 25,5 e 26,5 centímetros de comprimento e pesa entre 167 e 262 gramas (Baptista et. al, 2016). Alguns autores chegam a mencionar até 31 cm para esta espécie (Sick e Ridgely). Talvez haja grande variação de tamanho ou apenas medições feitas em subespécies diferentes. O alto da cabeça, pescoço, manto e peito são da cor vinho. O restante da plumagem é cinza-azulado, a nuca tem reflexos metálicos. As pontas das retrizes (penas da cauda) são pardo-claras.
ARAPAÇU DE LAFRESNAYE
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SURUCUÁ DE BARRIGA VERMELHA
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Tais aves chegam a medir até 25 centímetros de comprimento e pesa entre 39 e 60 gramas. Os machos possuem o alto da cabeça azul, pálpebras amarelas, dorso verde, cauda negra com faixas longitudinais brancas, enquanto as fêmeas têm o alto da cabeça e o pescoço cinzentos.
GAVIÃO-GATO
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O gavião-gato (Leptodon cayanensis) é uma ave de rapina da família Accipitridae, de ampla distribuição pelas Américas e encontrada em grande parte do Brasil, principalmente em florestas, matas ciliares, cerrados arborizados e bordas de mata. Mede cerca de 40 a 50 cm de comprimento e apresenta plumagem variável conforme a idade: os adultos possuem cabeça e partes inferiores predominantemente cinza-claro, dorso escuro, asas largas e cauda preta com faixas claras, enquanto os jovens apresentam plumagem mais parda e bastante distinta. Possui asas largas e cauda relativamente longa, adaptadas ao voo planado. É uma espécie diurna, geralmente observada solitária ou aos pares, passando boa parte do tempo pousada no alto das árvores ou planando sobre a MATA.
CHOROZINHO DE CHAPEU PRETO
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O chorozinho-de-chapéu-preto (Herpsilochmus atricapillus) é uma pequena ave da família Thamnophilidae, amplamente distribuída pela América do Sul e encontrada em diversas regiões do Brasil, especialmente em áreas de Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e formações de transição. Mede cerca de 11 a 12 cm de comprimento e apresenta dimorfismo sexual: o macho possui cabeça e garganta negras, dorso acinzentado e partes inferiores claras, enquanto a fêmea apresenta cabeça mais acastanhada e coloração geral mais discreta. Habita florestas secas e úmidas, cerrados, caatingas arborizadas, capoeiras, matas ciliares e bordas de mata, geralmente ocupando o sub-bosque e a vegetação de médio porte. Possui hábitos diurnos, vive aos pares ou em pequenos grupos e movimenta-se constantemente entre folhas e galhos, muitas vezes integrando bandos mistos de aves.
URUBU DE CABEÇA AMARELA
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O Urubu-de-cabeça-amarela é uma ave mais seletiva, preferindo os ambientes abertos, campos úmidos e margens de rios em União. Muito semelhante ao de cabeça-vermelha em silhueta, ele se distingue pela coloração alaranjada ou amarelada da pele nua da cabeça e pelo tamanho ligeiramente menor. Possui um olfato apuradíssimo e é um excelente indicador da saúde de áreas de várzea e campos inundáveis. É uma ave discreta que evita grandes aglomerações, patrulhando as planícies ribeirinhas do Parnaíba em busca de pequenos animais mortos.
URUBU DE CABEÇA VERMELHA
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Diferente do seu parente preto, o Urubu-de-cabeça-vermelha é um especialista olfativo, capaz de detectar o odor de decomposição mesmo sob a copa das matas fechadas de União. Em voo, ele é facilmente identificado pelas suas asas longas mantidas em formato de "V" e pelo balanço característico enquanto plana. Sua cabeça nua de cor vermelha vibrante é uma adaptação higiênica para seus hábitos alimentares. Costuma ser visto voando baixo e de forma solitária ou em casais, sendo um dos primeiros a localizar alimento em áreas de difícil acesso.
URUBU REI
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O Urubu-rei é a maior e mais majestosa espécie de urubu da nossa região, sendo uma verdadeira raridade que habita áreas de matas mais preservadas em União. Sua plumagem branca e preta e a cabeça intensamente colorida com tons de laranja, vermelho e roxo conferem-lhe um aspecto quase lendário. Devido ao seu bico extremamente forte, ele é muitas vezes o único capaz de romper o couro de grandes carcaças, "abrindo caminho" para as outras espécies. Por ser mais sensível à degradação ambiental, sua observação é sempre um evento especial, simbolizando a força e a beleza da fauna silvestre piauiense.
TAPICURU
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O Tapicuru, também conhecido como tapicuru-de-cara-pelada, é um mestre em explorar as margens lamacentas e os brejos de União. De plumagem inteiramente negra com reflexos metálicos esverdeados, ele possui uma característica inconfundível: a face nua (sem penas) e o bico longo e curvo de cor avermelhada ou amarelada. Vive geralmente em grandes bandos, caminhando em águas rasas enquanto sonda o lodo com o bico sensível em busca de insetos aquáticos, moluscos e pequenos crustáceos. Em voo, os bandos de Tapicuru formam silhuetas coordenadas no céu, deslocando-se entre as áreas de alimentação e os dormitórios comunitários nas árvores próximas aos rios.
CURICACA
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A Curicaca é uma das aves mais emblemáticas dos campos e pastagens de União, sendo facilmente reconhecida pelo seu porte médio, plumagem clara com tons de bege e o bico longo, fino e curvado para baixo. Sua marca registrada é o grito alto, metálico e estridente, que pode ser ouvido a longas distâncias, especialmente ao amanhecer e no crepúsculo. Diferente de muitas aves de bico curvo, ela não depende exclusivamente de brejos, sendo vista frequentemente caminhando pelo solo seco em busca de gafanhotos, lagartas, aranhas e pequenos répteis. Com suas pernas rosadas e um voo pesado, mas elegante, ela é uma figura familiar que traz uma sonoridade única à zona rural piauiense.
GARÇA VAQUEIRA
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A Garça-vaqueira é uma das aves mais familiares da zona rural de União, sendo constantemente vista acompanhando o gado nos pastos. Ao contrário de suas parentas, ela não depende tanto da água para pescar, preferindo se alimentar de insetos, sapos e pequenos répteis que são espantados pelo caminhar dos bois. É uma garça menor, de plumagem branca, que durante a época de reprodução exibe belas penas em tons de bege-alaranjado no topo da cabeça e no dorso. Sua presença em grandes bandos nos currais e campos abertos é um sinal de cooperação na natureza, ajudando no controle de parasitas do gado.
GARÇA BRANCA GRANDE
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Mede entre 65 e 104 centímetros de comprimento e pesa entre 700 e 1700 g (Martínez-Vilalta, Motis, e Kirwan, 2016). É uma das mais elegantes garças brancas. De plumagem inteiramente branca, o que, juntamente com o seu grande tamanho, suas longas pernas e pescoço, a torna uma ave inconfundível. O pescoço muito longo forma um S característico em repouso. O bico é longo e amarelo ou amarelo-alaranjado, pernas e dedos pretos e íris amarela. O loro pode ser esverdeado. Conforme a época da reprodução se aproxima, penas longas e ornamentais chamadas egretas aparecem nas costas, na parte inferior do pescoço e no peito, podendo medir 50 cm ou mais, que servirão como elementos de sedução durante o namoro.
GARÇA BRANCA PEQUENA
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Mede 54 a 66 cm, com envergadura de 100 cm e peso de cerca de 370 gramas, com machos ligeiramente maiores que fêmeas. Totalmente branca, bico preto com uma mancha amarela em sua base; íris e loro amarelos; pernas longas, comparativamente delgadas, pretas, com pés amarelos brilhantes. Apresenta grandes egretes no período reprodutivo, (Egrete: Zool. Feixe de plumas alongadas que enfeitam a cabeça de algumas garças na época de reprodução) mais evidenciadas nos machos. Na época da reprodução, a plumagem nupcial tem as egretes mais desenvolvidas, com tufos de penas brancas como seda, com as pontas viradas para cima, adornam o topo da cabeça, o peito e a parte de trás das costas. No auge da reprodução as cores das partes nuas ficam mais pronunciadas, o loro e os pés tornam-se muito mais ricos em cores, tendendo ao avermelhado e alaranjado, respectivamente.
GARÇA REAL
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Mede 51 a 59 cm, pesa 444 a 632 g. Sexos semelhantes. Coroa preta, com várias (quatro ou cinco) longas plumas brancas, medindo 20 a 23 cm, que se estendem a partir da parte traseira da coroa. Dorso e asas brancas com tons de cinza, pescoço, peito e face inferior das asas creme ou amarelados, barriga branca. As partes nuas são descritas de várias maneiras, possivelmente devido às mudanças que ocorrem durante a época de reprodução. Região perioftálmica e base do bico vivamente azuis, com a parte mediana avermelhada e a ponta amarelada. Íris amarelada a marrom-esverdeada e pernas e pés cinza-azulado. Imaturo semelhante ao adulto, mas mais pálido na parte superior e com plumas nucais mais curtas, e a coroa pode ser listrada de cinza.
GARÇA AZUL
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Chega a medir até 52 cm de comprimento. Quando adulta apresenta uma plumagem cinzento-azulada (azul-ardósia), com cabeça e pescoço violáceos, bico, tarso e dedos anegrados. Quando juvenil é branca, passando por um estágio de transição “malhado”; também apresenta as pernas esverdeadas e os olhos com íris amarelada (claros).
SOCOÍ ZIGUE ZAGUE
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Mede entre 30 e 33 centímetros de comprimento. Pesa cerca de 123 gramas. É facilmente identificado por seu pequeno tamanho, seu bico relativamente curto e escuro e sua plumagem cinza-escuro com padrão fortemente listrado. Partes superiores negras e castanhas, vermiculadas transversalmente de amarelo. Possui o ventre e crisso brancos e cauda curta. A íris é amarela e os tarsos e pés são de coloração amarelo esverdeado. Os juvenis apresentam a cor canela sobre o rosto e no pescoço e canela com estrias pretas na parte dorsal.
SOCOÍ VERMELHO
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SOCÓ DORMINHOCO
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Apresenta o alto da cabeça e o dorso negros, asas cinzentas, olhos grandes e vermelhos, e duas ou três penas nucais brancas. O imaturo, que apresenta uma coloração marrom-clara malhada com tons mais escuros, pode ser confundido com o imaturo de socó-boi (Tigrisoma lineatum), que é maior e mais alongado, e com o de socó-boi-baio (Botaurus pinnatus), que mantém a coloração “carijó” mesmo quando adulto e apresenta bico e pescoço mais longos e finos. Mede cerca de 60 centímetros de comprimento. É interessante notar que esta espécie quando jovem apresenta uma cor amarelada nos olhos, que após adulta fica avermelhada.
SOCOZINHO
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Tem cerca de 36 centímetros. É inconfundível, devido às suas pernas curtas e amarelas e pelo seu andar agachado. Pode exibir um eriçado topete azulado quando agitado.
BIGUÁ
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Mede entre 58 e 73 centímetros de comprimento e pesa entre 1,2 a 1,4 kg, com envergadura entre 100 e 102 centímetros. Sua plumagem é totalmente preta com saco gular amarelo. Possui pescoço longo, cabeça pequena, bico cinzento-amarelado longo e fino, sendo que a ponta da maxila termina em forma de gancho. É possível observar uma discreta sobrancelha esbranquiçada. Íris azuis, pernas e pés palmados pretos. Na época da reprodução apresenta penas brancas beirando a garganta nua e tufos brancos atrás das regiões auriculares. No período nupcial, as cores ficam mais vivas na plumagem de ambos os sexos. Não existe nenhuma diferença na plumagem entre o macho e a fêmea.
BIGUATINGA
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Mede cerca de 88 centímetros de comprimento, pesa de 1,2 a 1,35 quilograma e sua envergadura atinge cerca de 120 centímetros. Ave aquática, lembra o biguá, mas apresenta asas esbranquiçadas (em tupi, “biguatinga” significa “biguá branco”). Apresenta o pescoço fino e muito longo (20 vértebras), tipicamente angulado medialmente. Bico longo, muito pontiagudo, em forma de punhal e serrilhado, próprio para fisgar peixes. Cauda longa, de forma espatulada e com estrutura peculiar, pois as retrizes são rígidas e onduladas transversalmente lembrando uma chapa, que é útil para reforçar as penas que servem de leme quando nada abaixo d’água. Pés com membranas natatórias. Não possui glândula uropigiana, sendo assim, suas penas não são impermeáveis como as dos patos e não segregam óleo que mantenha a água à distância.
SOCÓ BOI
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Mede entre 66 e 76 centímetros de comprimento e pesa cerca de 840 gramas (Martínez-Vilalta, et al, 2016 em HBW). A plumagem adulta é idêntica para ambos os sexos e é adquirida aos dois anos de idade, caracterizando-se pelo pescoço castanho com uma faixa branca vertical na frente e manto pardo-acinzentado, manchado de acanelado; possui um bico bastante longo. A plumagem do socó-boi jovem é amarelo-clara com faixas transversais negras, garganta e ventre brancos e o bico é relativamente curto.
ARAPAPÁ
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arapapá é uma ave crepuscular singular, não sendo possível confundi-lo com qualquer outra ave devido ao seu característico bico largo e poderoso, que lembra um barco virado de cabeça para baixo. É uma ave atarracada e de porte médio, que mede entre 45 e 53,5 centímetros de comprimento e pesa entre 503 e 770 gramas (Martínez-Vilalta, 1999). Apresenta uma coroa preta com a testa e a face brancas. Caso seja visto frontalmente, impressiona o branco puro da fronte e do pescoço anterior. As asas são cinzentas. As longas penas lanceoladas da região occipital formam uma conspícua crista preta. A parte superior das costas apresenta uma coloração escura que contrasta com a cor cinzenta das demais partes superiores. Alto dorso atravessado por uma faixa negra que pouco dá na vista. O peito é claro apresentando uma tonalidade ligeiramente acastanhada, já o ventre e o crisso são de coloração camurça.
JAÇANÃ
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Uma das aves mais comuns nos brejos e margens de rios, possui os pés enormes para seu tamanho. Além de ter os dedos longos e finos, também as unhas são muito compridas. No dedo que fica para trás, a unha é mais longa do que o próprio dedo. Esse arranjo possibilita suas caminhadas sobre as plantas aquáticas, dividindo o peso do corpo em uma larga base. Anda e corre pelas folhas das plantas boiando como se estivesse em chão seco. Medem cerca de 23 cm de comprimento, possuindo plumagem negra com manto castanho, bico amarelo com escudo frontal vermelho, rêmiges verde-amareladas, encontro com um afiado esporão vermelho. Sua plumagem juvenil é toda branca embaixo, com as costas marrom acinzentado e parte superior do pescoço e cabeça escuros. Uma listra branca inicia-se sobre os olhos e estende-se pela nuca e parte de trás do pescoço. As longas penas das asas amarelas, como no adulto, formam a única característica comum entre as duas plumagens. Parecem pertencer a outra espécie.
TALHA MAR
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Mede cerca de 50 centímetros de comprimento e pesa entre 232 e 374 gramas. Vive cerca de 20 anos. A plumagem geral do talha-mar é preta e branca, sendo que a porção superior é negra, marcada com uma pequena margem branca, enquanto a parte inferior é branca. A faixa frontal entre o bico e a coroa é branca. A coroa, nuca e dorso são negros. As asas são cinza-escuro, da cor de fuligem, quase pretas. As rêmiges primárias são longas e pretas. A cauda ligeiramente bifurcada é curta, branca com as retrizes centrais negras. A face, pescoço, peito, ventre e crisso são brancos. As pernas relativamente curtas são de cor laranja-avermelhado e os pés são palmados. O bico grande e comprimido lateralmente apresenta a coloração laranja-avermelhado na base e preto na ponta. A mandíbula inferior é flexível e significativamente mais longa do que a maxila. Os olhos são castanhos, com as pupilas fendidas verticalmente. As plumagens do macho e da fêmea são idênticas.
TRINTA RÉIS GRANDE
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Mede entre 38 e 42 centímetros de comprimento e pesa entre 208 e 247 gramas, (Gochfeld & Kirwan, 2015). O adulto de Phaetusa simplex em plumagem nupcial apresenta a cabeça com uma coroa preta que se estende até o contorno dos olhos. Fora deste período, a coroa é branca e a testa é esbranquiçada. Os lores são sempre brancos. Os lados da cabeça são branco-acinzentados. O queixo e a garganta são brancos. O bico, longo e robusto, é amarelo. A plumagem da parte dorsal é cinza. As asas são tricolores, sendo as primárias de coloração preta, penas coberteiras de duas cores, cinza e branco. A cauda é curta, reta e ligeiramente bifurcada. A parte ventral é branca. As pernas são amareladas. Juvenis apresentam manchas pardacentas na cabeça e nas asas. Não há distinção visível entre macho e fêmea.
TRINTA RÉIS PEQUENO
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O trinta-réis-pequeno mede entre 22 e 23 centímetros de comprimento e pesa entre 40 e 57 gramas. Apresenta a coroa e pescoço pretos. A garganta, peito, ventre e crisso são brancos. Seu longo e robusto bico é amarelo e seus olhos são marrons. O dorso, asas e sua cauda ligeiramente bifurcada são de coloração cinza. As penas nas extremidades das asas (rêmiges primárias) são negras. Os tarsos e pés palmados são amarelados. Na plumagem reprodutiva apresenta a coroa e nuca claramente pretas, a testa é branca com uma pequena sobrancelha branca. Na plumagem não reprodutiva apresenta a coroa e os lores esbranquiçados, com manchas pretas ao redor da nuca e da região auricular. A plumagem do indivíduo juvenil é semelhante ao do período não reprodutivo adulto, com a cabeça principalmente branca com manchas pretas ao redor da nuca e da região auricular.
MAÇARIQUINHO
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Esta espécie tem pernas esverdeadas e os adultos em fase reprodutiva são marrom-escuros com listras marrons em cima e branco embaixo. Eles têm uma linha clara acima do olho e uma coroa escura. Os jovens estão bem acima do padrão de coloração, possuindo um castanho-avermelhado com listras brancas. Tamanho de 13 a 15cm.
MAÇARICO DE SOBRE BRANCO
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Os adultos têm pés pretos e um bico com uma ponta fina e escura. O corpo é marrom-escuro na parte superior e, principalmente, branca por baixo, com listras marrons no peito e um traseiro branco. Eles têm uma tarja branca sobre os olhos. Esta ave apresenta longas asas durante o voo. No inverno, a plumagem é cinza-pálido na parte superior. Uma das melhores características de identificação são as longas asas, que se estendem além da cauda quando está no chão. Tamanho: 15 a 18cm.
MAÇARICO RASTEIRINHO
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Mede entre 13 e 15 centímetros de comprimento e pesa entre 20 e 41 gramas. Sua envergadura mede entre 34 e 37 centímetros de comprimento. Tem pés e bico pretos. O corpo é cinza-amarronzado escuro na sua porção superior e branco na porção inferior. A cabeça e o pescoço são tingidos de cinza claro. Quando em voo, visto de cima, mostra uma distinta e estreita barra alar branca e laterais também brancas. A região do uropígio com sua porção central escura. Os pés não atingem a ponta da cauda. A plumagem varia com a idade e época do ano. Apresenta membrana parcial entre os três dedos do pé.
MAÇARICO SOLITÁRIO
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O maçarico-solitário é uma ave de porte médio e mede cerca de 19 centímetros de comprimento, com uma envergadura entre 38 e 41 centímetros, pesam entre 31 e 65 gramas sendo as fêmeas maiores. Ele tem um longo bico fino e pontudo, longas pernas esverdeados, um pescoço fino de tamanho médio, suas costas, asas e cabeça são de coloração cinza esverdeada, e as asas são marcadas com pintas brancas. Ele tem uma cauda barrada com uma linha escura no centro cruzado por barras com aparência de espinha de peixe. Uma cabeça pequena com um anel periocular branco circundando grandes olhos escuros. Machos e fêmeas são parecidos, mas as fêmeas são maiores que os machos.
MAÇARICO DE PERNA AMARELA
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Tem cerca de 25 centímetros e o bico tem apenas 35 milímetros. A parte superior da sua plumagem é cinzenta e pintalgada de branco, já o seu peito é claro com riscos cinzentos e o ventre é branco. Suas pernas são altas e amarelas e a cauda é branca.
BATUÍRA DE BANDO
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Chega a medir 18 cm de comprimento, com o alto da cabeça e partes superiores marrons, fronte, garganta, partes inferiores e colar nucal brancos. Além disso, possui o bico curto de base amarelada e pernas amarelas.
BATUÍRA DE COLEIRA
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Mede cerca de 15 cm de comprimento. O nome popular refere-se provavelmente a uma coleira negra na parte mediana da plumagem. Tem cores que pendem para o ferrugíneo nas partes superiores, sem branco na nuca. O bico é preto e as pernas, altas, são róseas-claras.
PERNILONGO DE COSTAS NEGRAS
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Mede 38 centímetros de comprimento. Os adultos têm longas pernas rosa, um bico comprido e preto e uma extensa faixa branca que se estende na parte inferior do abdome, pescoço e parte da cabeça, que tem sua parte superior preta, assim como a nuca e costas. As pernas medem, sozinhas, cerca de 16 cm e, quando a ave voa, estas ficam dispostas longitudinalmente em relação ao corpo. Possui hábitos e comportamentos semelhantes aos do pernilongo-de-costas-brancas (Himantopus melanurus), do qual difere pelas costas negras. Segundo Hayman et al. (1986), é uma espécie que apresenta dimorfismo sexual. O macho adulto tem o manto e asas de coloração preta uniforme. A fêmea adulta apresenta o manto e costas amarronzados, contrastando com o negro do pescoço.
MAÇARICO BRANCO
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É um maçarico pequeno que mede entre 18 e 20 centímetros de comprimento. Seu peso varia de 40 a 100 gramas. No inverno é muito pálido, quase branco para além de uma mancha escura no ombro. Esta é a origem do nome específico alba que é a expressão latina para “branco”. Mais tarde no verão, a face e a garganta tornam-se vermelho-tijolo. A ave juvenil apresenta uma plumagem preta e branca e mostra muito mais contraste do que o adulto. É a única espécie do gênero Calidris que não possui o dedo traseiro (hálux).
GALINHA D'ÁGUA
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Todo cinza-escuro, ao longe parecendo negro, com uma série de linhas brancas, largas, abaixo da asa fechada. Sob a cauda, área branca. Na cabeça, um grande escudo frontal vermelho une-se à pele nua e vermelha da base do bico, o qual é amarelo e só a ponta é visível. Pernas e pés amarelados. Junto do corpo, a perna é avermelhada. Pesa cerca de 340 g e mede entre 30 cm e 38 cm. Sua vocalização é um agudo “kürrrk”, estridulante “ki-ki”.
BATUIRUÇU
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Mede entre 24 e 28 centímetros de comprimento e sua envergadura está entre 65 e 72 centímetros, com peso entre 122 e 194 gramas. Apresenta partes nuas cinzentas e, na plumagem de descanso, exibe extensa faixa superciliar branca. Em plumagem pós e pré-nupcial, os machos exibem as partes inferiores anegradas e o dorso maculado em tons de amarelo e preto.
MEXERIQUEIRA
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Mede cerca de 23 cm de comprimento. Apresenta uma larga faixa negra na face, separando a coroa branca do pescoço também branco. No alto da coroa ainda há uma faixa estreita cinza. A faixa negra da face se junta ao colar negro que cobre todo o peito. A barriga é branca. Asas cinzas, com primárias negras. Pés vermelhos. O olho possui um anel perioftálmico vermelho.
QUERO-QUERO
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Mede 37 centímetros de comprimento e pesa cerca de 277 gramas. Possui um esporão pontudo, ósseo, com 1 centímetro de comprimento no encontro das asas, uma faixa preta desde o pescoço ao peito e ainda umas penas longas (penacho) na região posterior da cabeça; tem um desenho chamativo de preto, branco e cinzento na plumagem. A íris e as pernas são avermelhadas. O esporão é exibido a rivais ou inimigos com um alçar de asa ou durante o voo.
SANÃ PARDA
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Mede 17 centímetros de comprimento e pesa entre 53 e 60 gramas. É semelhante à sanã-vermelha (Laterallus leucopyrrhus), da qual se distingue pela área cinza ao redor dos olhos, pela nuca e pescoço anterior de cor marrom oliváceo, as infracaudais ferrugíneas e a coloração dos pés em tons mais amarelos e não rosados como naquela. O jovem tem plumagem mais pálida que o adulto.
GALINHA D'ÁGUA (SARACURA TRÊS POTES)
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BEIJA FLOR DE GARGANTA AZUL
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BEIJA FLOR SAFIRA
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CARÃO
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FRANGO D'ÁGUA AZUL
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BEIJA FLOR DE GARGANTA VERDE
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BEIJA FLOR TESOURA
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BEIJA FLOR TESOURA VERDE
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RABO BRANCO ACANELADO
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BEIJA FLOR DE BICO CURVO
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BEIJA FLOR VERMELHO
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BESOURINHO DE BICO VERMELHO
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ANDORINHÃO DO BURITI
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RABO BRANCO DE CAUDA LARGA
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RABO BRANCO DO MARANHÃO
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TAPERUÇU DE COLEIRA BRANCA
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ANDORINHÃO DO TEMPORAL
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BACURAUZINHO
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BACURAU DE ASA FINA
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BACURAUZINHO DA CAATINGA
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BACURAU CHITÃ
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BACURAU
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PAPA LAGARTA ACANELADO
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PAPA LAGARTA DE EULER
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MÃE DA LUA(URUTAU)
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ANU COROCA
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SACI
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ALMA DE GATO
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PAPA LAGARTA DE ASA VERMELHA
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ROLINHA SANGUE DE BOI
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ROLINHA FOGO APAGOU
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ROLINHA BRANCA
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ANU BRANCO
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ANU PRETO
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ROLINHA CINZENTA
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ROLINHA CAFOFA
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PARARU AZUL
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ROLINHA VAQUEIRA
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ASA BRANCA
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JURITI PUPU
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JURITI DE TESTA BRANCA
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AVOANTE(ARIBAÇÃ)
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MERGULHÃO PEQUENO
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MERGULHÃO CAÇADOR
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POMBO DOMÉSTICO
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JACÚ
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é uma das aves mais elegantes das matas de galeria de União, reconhecida pelo seu porte esguio e pela pele vermelha nua na garganta, que se destaca contra a plumagem bronzeada. Atua como uma jardineira da natureza, sendo uma das principais dispersoras de sementes da região ao se alimentar de uma vasta variedade de frutos e flores. É comum ouvi-la antes de avistá-la, especialmente ao amanhecer, quando emite um grito ruidoso e metálico de alerta que ecoa pela floresta. Nidifica em plataformas de gravetos construídas em árvores baixas e, apesar de ser arisca, costuma frequentar quintais arborizados que preservam árvores frutíferas nativas.
MARRECA CAUCAU
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é uma especialista em mergulho, possuindo um corpo compacto e uma cauda rígida que usa como leme sob a água. O macho em plumagem reprodutiva é inconfundível, com o corpo de um marrom-ferrugem intenso e a face negra contrastando com um bico azul-celeste brilhante. É uma ave extremamente discreta, que prefere lagoas com muita vegetação flutuante, onde pode desaparecer rapidamente ao menor sinal de perigo. Devido ao seu hábito de permanecer imóvel entre os aguapés ou mergulhar em vez de voar, é uma das espécies mais desafiadoras de se observar nos brejos de nossa região.
MARRECA PÉ VERMELHO
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é uma das menores e mais graciosas marrecas da nossa fauna, reconhecida pelas suas patas vermelhas intensas e pelo desenho em "V" negro na cauda durante o voo. É muito comum vê-la em casais ou pequenos grupos familiares explorando as margens de poças e valas à beira de estradas em União. Alimenta-se de sementes, gramíneas e pequenos insetos aquáticos. Durante a reprodução, o casal permanece muito unido, e os filhotes, que parecem pequenas bolas de algodão amareladas, seguem os pais na água poucas horas após o nascimento, sendo uma das cenas mais delicadas da natureza local.
PATO DE CRISTA
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é uma espécie majestosa e fácil de identificar, especialmente o macho, que ostenta uma protuberância negra (crista) sobre o bico, a qual aumenta de tamanho na época do acasalamento. Sua plumagem é branca no peito com um dorso negro iridescente que brilha em tons de azul e verde sob o sol piauiense. Habita lagoas temporárias e áreas alagadas, onde se alimenta de vegetação aquática e insetos. É uma ave nômade, que se desloca grandes distâncias em busca de cheias, e possui o hábito peculiar de nidificar em ocos de árvores ou até em ninhos abandonados de outras aves de grande porte.
PATO DO MATO
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Ancestral selvagem do pato doméstico, o Pato-do-mato é uma ave imponente, de plumagem negra com reflexos metálicos e carúnculas vermelhas ao redor dos olhos. Em União, é visto cruzando o Rio Parnaíba com voos baixos e poderosos, preferindo matas ciliares preservadas onde pode encontrar ocos de árvores para nidificar. Diferente de outros patos, ele não grasna, emitindo apenas um sopro ruidoso quando perturbado. Sua dieta é generalista, incluindo raízes, sementes e pequenos peixes, e sua presença é um excelente indicador de áreas onde a vegetação ribeirinha ainda se mantém densa e funcional.
MARRECA VERDADEIRA
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destaca-se visualmente pelo bico e patas de um rosa vibrante, além das grandes manchas brancas nas asas que ficam evidentes durante o voo. Muito comum em áreas de arrozais e margens de rios em União, possui hábitos crepusculares e noturnos, alimentando-se de grãos e vegetação submersa. Curiosamente, é uma marreca que gosta de pousar em galhos de árvores e cercas, o que lhe rende o apelido de "asa-branca" em certas localidades. Constrói seus ninhos preferencialmente em cavidades de árvores altas, protegendo a prole dos predadores terrestres enquanto aproveita a abundância de recursos das zonas inundáveis.
MARRECA PEBA
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é um pato de médio porte e pernas longas, pertencente ao grupo dos marrecos-assobiadores, conhecidos pelo som melodioso que emitem durante o voo. Ela se destaca pela plumagem predominantemente de um tom castanho-alaranjado ou "canela", com penas longas e brancas nos flancos e o dorso marrom-escuro. Habitante de áreas alagadas, arrozais e margens de rios, é uma ave de hábitos gregários e crepusculares, alimentando-se principalmente de sementes e plantas aquáticas que filtra com o bico na superfície ou em mergulhos rasos. Sua presença é comum em regiões de várzea, sendo uma espécie elegante que enriquece a avifauna aquática local com suas cores quentes e comportamento social.
CASACA DE COURO AMARELA
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Ave facilmente reconhecida pelo peito amarelo-ocráceo contrastando com a plumagem marrom-terrosa e pelas pernas claras. Ocorre principalmente no norte e nordeste do Brasil, além da Amazônia e países vizinhos, habitando áreas abertas, bordas de mata, campos e ambientes rurais, inclusive modificados pelo homem. Alimenta-se de insetos e outros pequenos invertebrados, capturados no solo ou na vegetação baixa, e constrói ninhos de barro semelhantes aos do joão-de-barro, geralmente com postura de 2 a 3 ovos. É uma espécie comum, territorial, costuma ser observada aos pares e possui status de conservação classificado como pouco preocupante.
CASACA DE COURO DA LAMA
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é uma figura constante nas áreas abertas e próximas à água em União. Diferente de seu parente mais famoso, o João-de-barro, ele prefere ambientes mais úmidos e margens de lagoas. Sua plumagem é de um castanho-avermelhado vivo, e ele é facilmente reconhecido pelo hábito de caminhar pelo solo com passos decididos enquanto procura pequenos invertebrados na lama. É uma ave barulhenta, que costuma cantar em dueto com seu parceiro, emitindo uma série de assovios fortes que marcam o território.
MARRECA VIUVINHA
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O irerê é também conhecido por paturi, ariri, marrecão ou cabeça-branca (Rio Grande do Sul), siriri, marreca-viúva, chega-e-vira, marreca-piadeira e na região de Pombal, Paraíba, é conhecida como marreca-viuvinha. Provavelmente nosso pato mais bem conhecido, seja pela sua beleza, pelo fato de se aproximar muito das áreas urbanas e pelo seu canto típico.
NAMBÚ CAPOTA
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A codorna-do-nordeste é uma ave tinamiforme da família Tinamidae. Também é conhecida como codorniz, codorninha, codorna-de-cabeça-preta, codorna-do-pé-amarelo, espanta-boiada (Paraíba), codorna-buraqueira, inhambu-pedrês, pedrês e lambu-pedrês.
ARACUÃ DE SOBRANCELHAS
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O aracuã-de-sobrancelhas, como todos os representantes dessa família, vive em grupos. Perambula tanto pelas copas das árvores em pequenos voos e aos saltos, mas também desce bastante ao solo para forragear. Principais ameaças são a destruição e fragmentação do hábitat e a pressão de caça, os quais sugerem que a espécie está em declínio. Também conhecido como aracuã-pequena.
NAMBÚ PÉ VERMELHO
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O NAMBÚ PÉ VERMELHO( inhambu-chororó) é o menor do gênero (aproximadamente 19 centímentros). Habita os campos “sujos”, capoeiras, divisas de pastos, plantações (milho, feijão, arroz entre outras). Também é conhecido como lambu, inhambu-mirim, pé-encarnado, espanta-boiada, bico-de-lacre, inhambuzinho. Como a maioria dos tinamiformes, é mais ouvido do que visto, sendo, assim, ave difícil de ser fotografada.
NAMBÚ JAÓ
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O jaó é também conhecido como macucauá, sururina (Amazonas e Pará) e juó. Pertence a uma das mais antigas famílias do continente sul-americano, os tinamídeos. Possui formato de corpo semelhante a galinhas, embora sem nenhum parentesco próximo com os galináceos. Seus registros fósseis no continente chegam a 10 milhões de anos.
CABEÇUDO
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Também conhecido como abre-cabeçudo, papa-mosca-de-capuz e úri. Destaca-se das demais aves do interior da mata por possuir uma área negra nos lados da cabeça semelhante a uma orelha. Quando pousa ereto ou levemente inclinado para cima, aumenta a ilusão de que a cabeça é desproporcional ao corpo, razão para o nome comum em outras partes do Brasil.
SARACURUÇU
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Seu nome comum tem origem na junção de duas palavras do idioma indígena tupi-guarani: sarakura e açu (¨sarakura+açu¨) e significa: ¨saracura grande¨.
CABEÇA SECA
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Conhecido também como passarão, cabeça-de-pedra (Mato Grosso), jaburu-moleque, trepa-moleque (Mato Grosso), joão-grande (Rio Grande do Sul) e padre. Era uma das aves aquáticas mais comuns da Amazônia, mas teve seu número reduzido devido à caça.
TUIUIÚ
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Também conhecido como jaburru, jaburu, tuim-de-papo-vermelho (no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e cauauá (no Amazonas). O tuiuiú é considerado a ave-símbolo do Pantanal, onde é a maior ave voadora.